O sociólogo Agostinho Paulo alerta para o agravamento das consequências psicológicas das vítimas de abuso sexual, como resultado, até certo ponto, da falta de acompanhamento psicológico de maneira sistemática e eficaz.
Aos microfones da Rádio Correio da Kianda, Agostinho Paulo disse que o caso precisa de ser abordado amplamente, no sentido de despertar a sociedade para a gravidade do assunto, sobretudo pelas recorrentes ocorrências de casos de agressão sexual.
“O que está a passar de concreto? Um acto de violência sexual cria um trauma se a vítima não tiver um acompanhamento sistemático e eficaz”, disse.
Referindo-se aos prevaricadores, o sociólogo pediu um tratamento que vai além das duras medidas aplicadas pelos órgãos de justiça.
Agostinho defendeu a adopção de programas de sensibilização junto das famílias, para permitir a compreensão abrangente dos casos de violência sexual, principalmente sobre o impacto psicológico causado as vitimas.
“Aqui há uma grande e maior necessidade de olharmos não só para a pena, mas devemos criar um conjunto de programa de sensibilização a nível das famílias, no sentido de compreender a atrocidade deste mal, quer do ponto de vista social, psicológico e jurídico”, conferiu.
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