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Financiamento externo volta a ser aposta para diversificar economia angolana – Correio da Kianda

O Banco Mundial manifestou a sua disponibilidade para continuar a financiar projectos estruturantes em Angola, com enfoque na diversificação da economia, consolidação das reformas macroeconómicas e criação de emprego, sobretudo para a juventude.

A posição foi expressa pela directora-geral de Operações do Banco Mundial, Ana Bjerg, que destacou os esforços do Governo angolano na implementação de reformas macroeconómicas e fiscais, bem como na promoção de oportunidades de emprego e crescimento económico sustentável.

Segundo Ana Bjerg, Angola encontra-se a trabalhar na definição das prioridades para o plano de apoio ao país para o próximo quinquénio, sendo a diversificação da economia um dos eixos centrais dessa estratégia. A responsável sublinhou que a continuidade das reformas é essencial para a consolidação e o crescimento da economia nacional.

A dirigente revelou ainda que o Banco Mundial está a cooperar com as autoridades angolanas para viabilizar financiamentos destinados ao desenvolvimento do Corredor do Lobito, um projecto considerado estratégico para a integração regional e para o fortalecimento das infra-estruturas económicas do país.

Para Ana Bjerg, o Corredor do Lobito deve evoluir para um verdadeiro corredor económico, capaz de impulsionar investimentos em infra-estruturas, apoiar as comunidades ao longo do seu traçado, incluindo as regiões das Lundas, e gerar emprego, sustentabilidade e melhoria do bem-estar das populações.

Também o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) reafirmou o seu compromisso com Angola. O vice-presidente para o Sector Privado, Infra-estruturas e Industrialização da instituição, Salomão Cuinard, anunciou que o banco dispõe de financiamento para apoiar projectos no país, com destaque para a produção de cereais, o desenvolvimento da agro-indústria e a valorização económica do Corredor do Lobito.

De acordo com o responsável, o BAD pretende investir no desenvolvimento de zonas industriais de agroprocessamento, consideradas essenciais para a transformação da produção agrícola e o aumento do valor acrescentado da economia nacional. Para o efeito, uma equipa técnica da instituição deverá visitar Angola com o objectivo de identificar e priorizar projectos viáveis neste domínio.

Relativamente ao volume de financiamento, Salomão Cuinard esclareceu que o banco não impõe limites fixos, sublinhando que o apoio dependerá essencialmente da qualidade, sustentabilidade e impacto económico dos projectos apresentados.

O reforço do apoio das instituições financeiras internacionais surge num contexto em que Angola procura reduzir a dependência do sector petrolífero, dinamizar o sector produtivo e promover um crescimento económico mais inclusivo e diversificado.

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