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França predispôs-se apoiar novo presidente de transição do Madagáscar – Correio da Kianda

A França se predispôs a apoiar o processo de transição em curso no Madagáscar, após o golpe de Outubro. De acordo com o Governo do Palácio do Eliseu, a intenção foi manifestada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, neste sábado, 29, durante uma ligação telefónica ao presidente da Refundação da República de Madagáscar, Michael Randrianirina.

“Os dois presidentes reiteraram a importância da relação bilateral e Macron saudou o anúncio de um processo de consulta nacional, uma série de reformas, em particular para combater a corrupção, e a organização de eleições num prazo razoável”, referiu o Governo francês, em comunicado, citado pela imprensa local.

 Segundo a nota, Emmanuel Macron “encorajou o presidente da Refundação a envolver os representantes da juventude e da sociedade civil nestes vários processos e ofereceu o apoio da França em conjunto com os seus parceiros internacionais”.

Macron confirmou ao líder malgaxe que a França deseja apoiar a transição em curso, em consonância com as aspirações expressas pelo povo malgaxe, em particular pelos jovens, e anunciou a libertação de novos recursos para combater a insegurança alimentar no sul do país, disponibilizar médicos em Antananarivo e apoiar projectos de desenvolvimento urbano na capital.

Macron anunciou ainda o desembolso de ajuda orçamental especificamente destinada à segurança alimentar no país, acrescentou o Palácio do Eliseu.

O Presidente francês já tinha afirmado na semana passada que o país estava pronto para apoiar a transição num espírito de abertura.

O líder do recente golpe de Estado em Madagáscar, coronel Michael Randrianirina, comandante de uma unidade de elite, prestou juramento como novo presidente, em 17 de Outubro, três dias após o seu anúncio de que as forças armadas locais iam tomar conta do país, ilha-continente de África, ao largo da costa moçambicana, com cerca de 30 milhões de habitantes.

A iniciativa surgiu após três semanas de protestos contra o Governo, sobretudo por parte de jovens, mas foi condenada pelas Nações Unidas e levou mesmo à exclusão provisória de Madagáscar da União Africana.

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