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“Fui raptado em Caracas”, diz Maduro ao declarar-se inocente em tribunal americano – Correio da Kianda

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente de todas as acusações que lhe são imputadas durante uma audiência realizada esta segunda-feira, 5, num tribunal federal de Nova York. Diante do juiz, o líder venezuelano rejeitou de forma categórica os crimes que constam no processo. “Sou um homem decente. Sou inocente. Não sou culpado de nada que é mencionado aqui”, afirmou.

A sessão foi presidida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, um dos magistrados mais experientes dos Estados Unidos, conhecido por conduzir processos de grande sensibilidade política e internacional. A presença de Hellerstein à frente do caso reforça o peso simbólico e jurídico da audiência, considerada inédita pela dimensão do acusado.

“Fui capturado em minha casa, em Caracas”, declarou Maduro diante do juiz, numa afirmação que reforça a narrativa de perseguição política sustentada pelo seu círculo de apoio. As autoridades dos Estados Unidos não comentaram de imediato essa acusação.

Maduro foi formalmente acusado pelas autoridades norte-americanas de crimes relacionados com tráfico de drogas e posse ilegal de armas, num processo que se insere num longo histórico de tensões entre Washington e Caracas. O Governo venezuelano tem reiteradamente classificado as acusações como politicamente motivadas e parte de uma estratégia para deslegitimar o seu Executivo.

Durante a audiência, a defesa insistiu na inocência do chefe de Estado venezuelano e sublinhou que o processo viola princípios do direito internacional, enquanto observadores internacionais acompanham o caso com atenção, dada a possibilidade de repercussões diplomáticas e políticas a nível regional e global.

O tribunal deverá anunciar nos próximos dias os próximos passos do processo, num caso que já está a marcar a actualidade internacional e a reacender o debate sobre justiça, soberania e relações entre os Estados Unidos e a Venezuela.

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