O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, deverá abandonar a prisão ainda hoje, 30, numa data tida como simbólica para aquele povo luso-africano, marcada pela celebração do Dia da Mulher Guineense.
A informação é avançada pela imprensa local, mas sem que, até ao momento, tenha sido apresentado qualquer mandado judicial ou acusação formal.
“Tudo indica que o líder político regressará à sua residência após 64 dias de detenção”, noticia a imprensa.
Referir que Domingos Simões Pereira foi detido no dia 26 de Novembro de 2025, na sequência do golpe de Estado que interrompeu a divulgação dos resultados das eleições presidenciais realizadas a 23 de Novembro.
No mesmo contexto de instabilidade política, o candidato independente Fernando Dias da Costa, que reivindicou vitória no escrutínio, deverá igualmente sair da Embaixada da Nigéria, onde se encontrava refugiado após solicitar asilo por razões de segurança.
A fonte que temos vindo a citar, indica igualmente que informações apontam que o alto comando militar tem procurado soluções que permitam reduzir a pressão da comunidade internacional, que tem intensificado o escrutínio sobre a situação política e institucional da Guiné-Bissau, perante subversão da ordem constitucional.
A CEDEAO foi encarregada de mediar a crise político-militar no país, tendo promovido uma série de encontros com diferentes atores nacionais e internacionais, numa tentativa de encontrar uma solução consensual para a crise.
Tudo isso acontece, numa altura em que se espera com bastante apreensão pelos próximos desdobramentos deste processo e que impacto terão estas decisões no futuro da estabilidade política da Guiné-Bissau, marcada por crises recorrentes.
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