Guiné-Bissau: PAIGC classifica “assalto à sua sede” como atentado ao estado de direito e a democracia – Correio da Kianda
O vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Geraldo Martins, disse à Rádio Correio da Kianda, que o assalto que a sede do partido foi alvo, constitui uma séria ameaça à integridade física dos membros do partido e constitui um atentado à estabilidade, à democracia e ao Estado de Direito na Guiné-Bissau.
Referir que militares golpistas da Guiné-Bissau, assaltaram na manhã deste sábado, a sede do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
De acordo com o político bissau-guineense, um grupo de homens armados e encapuçados teria invadido as instalações da sede, agredindo dirigentes e colaboradores presentes no local.
“O que assistimos constitui um forte atentado à estabilidade, à democracia e ao Estado de direito da Guiné-Bissau, porque infelizmente não sabemos qual é o objectivo desta invasão à sede” sublinhou.
O vice-presidente do PAIGC, disse que a prisão do líder do seu partido, Domingos Simões Pereira, no âmbito do processo de golpe de Estado de 23 de Novembro, contínua de forma forma grave a aumentar o actual clima de tensão política e institucional no país.
Geraldo Martins apela as autoridades bissau-guineenses, para que atuem imediatamente no sentido de garantir a segurança de todos os cidadãos presentes na sede do partido e esclarecer a situação do seu líder, defendendo igualmente que a comunidade internacional, para que acompanhe de perto estes acontecimentos e apoie todos os esforços que visem preservar a legalidade democrática.
Entretanto, o especialista em relações internacionais, Horácio Nsimba, deu boa nota ao posicionamento da União Africana, que suspendeu esta sexta-feira, 28, a Guiné-Bissau dos seus órgãos. Para Horácio Nsimba, a União Africana agiu bem e deve acompanhar o desfecho do ambiente político na Guiné Bissau, e dar seguimento do processo eleitoral.
O especialista antevê medidas mais pesadas como sanções, do ponto de vista diplomático e implicações económicas em caso dos militares continuarem com os actos subversivos, ou seja em caso do país não voltar a normalidade.
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