O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, Horta Inta-a, convocou hoje, 21, novas eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro, anunciou um decreto presidencial.
A decisão surge dois meses após um golpe de Estado militar, ocorrido a 26 de novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral em curso, na véspera da divulgação dos resultados.
O general Horta Inta-a, nomeado pelos militares para liderar a presidência durante o período de transição, auscultou hoje os órgãos que governam o país, incluindo o Alto Comando Militar, o Conselho Nacional de Transição, que substitui o parlamento, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, e a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O Alto Comando Militar e o Conselho Nacional de Transição concordaram com a data de dezembro, enquanto o primeiro-ministro Ilídio Té considerou que as eleições poderiam ser realizadas nesse mês.
Em paralelo, o presidente da CNE, Mpabi Kaby, recomendou a realização de um novo recenseamento eleitoral, alertando que os cadernos eleitorais atuais não refletem a realidade, devido a mudanças de residência, emigrações ou falecimentos de eleitores.
O período de transição, segundo anunciou o próprio Horta Inta-a, terá duração máxima de um ano, sendo uma fase marcada pela revisão da Constituição, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, que reforça os poderes do Presidente da República.
Atualmente, todas as atividades de partidos políticos permanecem suspensas, e nenhum dos mais de 40 partidos legalmente registados foi consultado durante as auscultações.
As eleições de 6 de dezembro marcam uma tentativa de restaurar a ordem democrática no país após o golpe militar que interrompeu o processo eleitoral há quase dois meses.
Crédito: Link de origem
