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INE revela que apenas 21% da população empregada em Angola está no sector formal – Correio da Kianda

O Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que somente duas em cada dez pessoas empregadas no país têm emprego formal, enquanto oito em cada dez exercem actividade na informalidade, sem qualquer vínculo laboral ou protecção social.

Os dados constam do Inquérito sobre o Emprego do IV trimestre de 2025, divulgado esta quarta-feira, 18, em Luanda, que dá nota que do universo da população empregada, apenas 21 está no sector formal em Angola.

Ou seja, até ao IV trimestre do ano passado, pelo menos 6,97 milhões de pessoas com 15 anos ou mais encontravam-se em situação de emprego informal, num universo de 8,87 milhões de empregados.

Sobre o assunto, o economista Pedro Cajama, defendeu em declarações à Rádio Correio da Kianda, a necessidade de as autoridades gizarem políticas públicas, que visem reduzir a informalidade, que por sinal um dos mais alto na região, e proporcionar para o país o consequente aumento da base tributária e assegurar a sustentabilidade fiscal do Estado.

Já o economista, José Lumbo, sublinhou que o nível de informalidade é preocupantes defendendo por isso, uma atenção redobrada para se reverter a situação, sob pena de o governo angolano ver-se forçado no futuro a apoiar esta população com iniciativas sociais.

“É fundamental que a população também participe e adira as iniciativas do Executivo angolano sobre as políticas que visam a reconversão da economia informal”, defendeu José Lumbo.

Os dados do INE apontam ainda que o emprego masculino permanece superior ao feminino, com 43,3% contra 36,1%. Entre os jovens, a taxa de emprego foi de 17,9%, enquanto os grupos etários entre 25 e 54 anos concentram a maior parte da população empregada.

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