Investimento em viaturas para magistrados gera leituras diferentes entre especialistas – Correio da Kianda
Um total de 3,5 mil milhões Kz será gasto na aquisição de 36 viaturas para os magistrados do Ministério Público”, segundo o Despacho Presidencial 65/26, de 3 de Março, publicado em Diário da República.
Ao reagir esta segunda-feira, à informação, o sociólogo Agostinho Paulo considera este um investimento não prioritário para Angola, devido aos níveis elevados de pobreza e grandes insuficiências verificadas nos sectores essenciais como a saúde e educação.
O analista destaca que o próprio Ministério Público carece ainda de melhorias significativas em diversas áreas, destacando a “aquisição de equipamentos técnicos e tecnológicos”. Por conta disso, Agostinho Paulo pede uma análise mais cuidada sobre as reais prioridades do país.
“Seria bom que uma parte deste dinheiro servisse para facilitar a aquisição de equipamentos técnicos e tecnológicos para viabilizar a tramitação processual”, entendeu.
À luz da economia, o gasto de 3,5 mil milhões de kwanzas em viaturas de “luxo” para os magistrados do Ministério Público, pode representar “um custo de oportunidade investido”
Pedro Cajama disse que a garantia de benefícios para os efectivos do ministério da justiça pode reduzir a prática da corrupção. De acordo com o mesmo, a lisura nos processos jurídicos é uma condição fundamental na atracção do investimento privado.
“O não investimento desses valores nos magistrados poderia desencadear em suborno e consequente descredibilização do nosso sector judicial. A garantia de benefícios para os efectivos do ministério da justiça pode melhorar a justiça, e esta melhoria pode fazer com que haja o aumento do investimento estrangeiro.” Conferiu.
Crédito: Link de origem
