O governo moçambicano emitiu esta sexta-feira, alerta vermelho para todo o país, devido às cheias e inundações que estão a afectar a maioria das províncias, principalmente no centro e sul do país.
O alerta vermelho foi decidido em Conselho de Ministros reunido esta sexta-feira, 16 de Janeiro, em sessão extraordinária, por causa das cheias e inundações que já mataram 103 pessoas desde Outubro do ano passado.
As previsões apontam para o agravamento da situação das chuvas em Moçambique, o que forçou o Governo a decretar o alerta vermelho. Anúncio feito pelo porta-voz do conselho de ministros, Inocêncio Impissa, reunido em sessão extraordinário.
Com essa medida tomada hoje, o alerta vermelho, o Governo vai usar a força – se for preciso – para salvar a vida dos moçambicanos que estiverem efectivamente em zonas de perigo, mas notamos também a existência de pessoas que estão a colocar-se em altura que é para evitar que as águas surpreendam.
Para o Presidente da República, Daniel Chapo, a aposta do Governo é garantir o salvamento das pessoas apesar da situação difícil.
Vamos aguardar a melhoria das condições climatéricas que possam permitir a circulação rodoviária e também a navegabilidade aérea, mas, enquanto isto, temos feito tudo por tudo para salvar as nossas populações que se encontram sitiadas”.
O chefe de Estado anunciou ainda que a partir de amanhã equipas multissectoriais serão destacadas para as zonas críticas, no quadro dos esforços para salvar vidas e reforçar a resposta humanitária.
“Reitero a minha solidariedade a toda a população vítima de cheias e inundações e, se tudo correr, bem amanhã vamos deslocar-nos a Gaza, Inhambane e Sofala, portanto principlamente o sul e o centro”, disse Daniel Chapo.
A situação das chuvas já provocaram 103 óbitos, desde Outubro, e afectaram 173 mil pessoas e inundaram mais de cinco mil casas.
Crédito: Link de origem
