As Nações Unidas concluíram que os actos cometidos durante o cerco prolongado e captura eventual da cidade de El-Fasher, em Darfur, no Sudão, podem equivaler a genocídio.
A conclusão é sustentada por intermédio de uma investigação da ONU, sobre a queda de El-Fasher, uma cidade-chave na região ocidental daquele país africano devastado pela guerra entre o exército e as Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF), desde Abril de 2023.
A investigação focou nos eventos envolvidos na tomada pelo poder pelas Forças Paramilitares do Sudão, que tomaram o controlo da cidade no final de Outubro após um cerco de 18 meses que cortou alimentos, ajuda e suprimentos médicos para a população civil.
Os investigadores das Nações Unidas, afirmam que as tácticas usadas durante o bloqueio, seguidas por violência generalizada após a queda da cidade, apontam para uma campanha deliberada contra comunidades étnicas específicas da região.
De acordo com a missão de apuração da ONU, o padrão de abusos documentado em El-Fasher incluiu assassinatos, violência sexual, tortura, desaparecimentos forçados e a negação sistemática de ajuda humanitária.
O relatório conclui que esses actos foram direccionados principalmente a membros dos grupos étnicos Zaghawa e Fur, o que levanta preocupações de que tenham sido realizados com a intenção de destruir essas comunidades, total ou parcialmente.
Referir que a guerra naquele país começou como uma disputa de poder entre as Forças Armadas Sudanesas e as RSF sobre planos de integrar o grupo paramilitar ao exército nacional, mas desde então se expandiu para um conflito nacional moldado por tensões étnicas de longa data e queixas locais.
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