O líder do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, reafirmou esta quarta-feira, 25, na província do Cuanza Norte que o partido se prepara para concorrer sozinho nas próximas eleições, descartando coligações imediatas com outros grupos da oposição.
“Estamos a preparar-nos para concorrer sozinho. É por isso que estamos a fazer todo este trabalho. Já não vamos aceitar mais parcerias que não acrescentem valor”, afirmou Chivukuvuku, destacando que, no momento, a prioridade do partido é organizar-se internamente e consolidar a sua própria estratégia eleitoral.
O dirigente também comentou rumores sobre possíveis acordos com o Partido Liberado de Angola, negando qualquer envolvimento. “Não conheço. Não sei. Estamos cidadãos abertos”, sublinhou, reiterando que qualquer diálogo futuro dependerá de “valências que outros parceiros possam trazer”.
As declarações surgem num período crítico para a oposição angolana. Enquanto partidos como o Bloco Democrático (BD) buscam consolidar apoios e garantir sobrevivência política, a decisão do PRA-JA de avançar sozinho evidencia a fragmentação do espaço oposicionista.
Especialistas políticos alertam que essa postura pode ter efeitos duplos: por um lado, permite ao PRA-JA mostrar autonomia e reforçar sua identidade; por outro, dificulta a construção de alianças estratégicas capazes de enfrentar de forma mais coesa o partido no poder. A ausência de coligações imediatas pode também abrir espaço para negociações futuras, dependendo do desempenho eleitoral de cada partido.
A postura de Chivukuvuku indica que a oposição ainda enfrenta desafios significativos para apresentar uma frente unida. Divisões internas podem reduzir a capacidade de coordenação e enfraquecer estratégias conjuntas, tornando o cenário político mais incerto.
Apesar disso, a estratégia do PRA-JA sinaliza disciplina interna e preparação cuidadosa, elementos que podem se tornar decisivos na hora de negociar coligações ou formar alianças estratégicas após a eleição, conforme o desempenho nas urnas.
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