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Petroleiros de países próximos aos EUA podem ser barrados pelo Irão – Correio da Kianda

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou esta terça-feira, 10, que não permitirá a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente continuar.

O porta-voz da Guarda, Ali Mohammad Naini, citado pela agência Tasnim, afirmou que as forças iranianas não vão permitir a saída “de um único litro de petróleo” até novas instruções, numa medida que agrava a tensão geopolítica e ameaça a estabilidade do mercado energético global.

O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do crude mundial, encontra-se parcialmente bloqueado desde o início dos confrontos, a 28 de fevereiro, quando ataques norte-americanos e israelitas miraram posições no Irão. Em resposta, Teerão lançou repetidas ofensivas com drones e mísseis contra alvos israelitas e norte-americanos, além de ataques a petroleiros que transitam pela região.

O impacto econômico já se reflecte nos preços internacionais do petróleo, que ultrapassaram 100 dólares por barril, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Analistas alertam que qualquer prolongamento do conflito poderá pressionar ainda mais os custos da energia, afectado países dependentes da importação de combustíveis.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as operações militares no Irão poderiam terminar “em breve”, sugerindo uma possível reversão da tendência de alta nos preços do petróleo, embora especialistas considerem que a volatilidade permanecerá enquanto os confrontos continuarem.

O episódio evidencia como crises regionais no Médio Oriente continuam a ter efeitos globais, envolvendo energia, segurança internacional e geopolítica, reforçando o papel estratégico do Irão no mercado petrolífero mundial.

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