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Plano de endividamento prevê financiamento da dívida interna no montante de 2,4 biliões de kwanzas – Correio da Kianda

O plano de endividamento de acordo com informações apuradas, prevê que a maior fatia do financiamento líquido seja assegurada através da dívida interna, no montante de 2,4 biliões de kwanzas, uma estratégia que visa apostar no mercado doméstico e na diversificação da base de investidores.

Entretanto tudo isso acontece numa altura em que, Angola prepara-se para um dos anos mais desafiantes em matéria de finanças públicas, com amortizações da dívida estimadas em cerca de 13 mil milhões de dólares em 2026, num contexto em que o Executivo procura manter a sustentabilidade do endividamento e evitar que o serviço da dívida volte a níveis críticos.

O alerta foi feito pelo director-geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública, Dorivaldo Teixeira, durante a apresentação da estratégia de endividamento para o período 2026-2028, que teve lugar esta terça-feira, 27.

Já o economista José Lumbo, defendeu em declarações à Rádio Correio da Kianda, que os próximos endividamentos sejam feitos com base na sustentabilidade e que tragam retornos à economia nacional e na vida das populações.

“É importante que o governo tenha uma atenção especial no processo de negociação da dívida, por formas a se estender prazos com vista a ajudar a dar folga para a resolução de outros problemas sobretudo sociais”, sublinhou.

Referir que segundo o Ministério das Finanças, o “stock” da dívida pública deverá atingir 64,3 biliões de kwanzas este ano, incluindo um financiamento líquido de 4,1 biliões de kwanzas.

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