Trabalhos de manutenção em curso na Refinaria de Luanda levam a empresa Cimangola a estar temporariamente privada do abastecimento regular de combustível.
Entretanto, o Presidente Executivo da Cimangola, Pacavira Júnior, garantiu que diante das dificuldades, a unidade fabril adoptou métodos para que não haja escassez acentuada do cimento no mercado.
“Recebemos uma comunicação da Sonangol dando nota de que por necessidade de trabalhos de manutenção da Refinaria de Luanda iria, durante um período de tempo, deixar de ter disponibilidade de fornecer Fuel, um dos componentes principais para a construção de cimento e, particularmente, a produção de Clinker no processo de combustão do For que tem um peso bastante significativo em termos dos custos de operação resultantes da produção de cimento. Dada essa situação, nós tivemos que rapidamente decidir usar um outro combustível que faça com que não vá encarecer significativamente e ter repercussões em termos do preço final do cimento”, disse.
Segundo Pacavira Junior, o carvão mineral é indicado como uma opção que no futuro poderá ajudar a dar respostas aos custos operacionais da indústria cimenteira, sendo que é um recurso com abundância das províncias do Cuando e Cubango.
“Neste período que a refinaria estará impossibilitada de fornecer Fuel, então estamos a ver se podemos utilizar o carvão mineral, e em termos de combustível era mais de que uma possibilidade que nós tínhamos na indústria cimenteira, mas nós vamos importar esse combustível para fazer face a este período em que nós não teremos Fuel da refinaria”, avançou.
A Cimangola é a maior cimenteira do país e, neste momento, tem como custo para cada saco de cimento, 5 a 6 mil kwanzas, enquanto que o mercado informal está a comercializar o saco a 10 mil kwanzas.
Crédito: Link de origem
