Presidência de Angola na UA marcada por gestão pragmática de crises, dizem analistas – Correio da Kianda
Angola reforçou a sua imagem diplomática bem como a visibilidade da União Africana (UA) no plano internacional, durante o exercício do Chefe de Estado, João Lourenço, na presidência da organização.
A análise é do especialista em relações Internacionais, Adalberto Malú, que, caracterizou, esta terça-feira, na Rádio Correio da Kianda, a administração de João Lourenço como uma gestão pragmática de crises e não um mandato revolucionário de transformação estrutural.
Adalberto Malú entende ainda que Angola deixou pistas importantes nos capítulos da paz e segurança, implementação de políticas financeiras efectivas e cooperação dos estados-membros; entretanto, avançou que a transformação dos discursos em soluções tangíveis dependerá da vontade colectiva dos países africanos.
O especialista ressalta aquilo a que chamou de “forte pressão” na União Africana, como desafios de Angola na presidência da organização, marcada essencialmente pela fragilidade financeira, conflitos persistentes em várias regiões, e um contexto global em transformação.
Apesar dos desafios, Adalberto descreveu como um dos ganhos evidentes, o protagonismo africano no sistema internacional, sobretudo pela pressão diplomática angolana na representação justa de África no Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como noutras instituições multilaterais.
Por seu turno, o analista político Eurico Gonçalves disse que a presidência de João Lourenço na UA deve ser apreciada pela capacidade do reforço da estabilidade institucional no continente, com particular realce para o contexto marcado pela fragilização democrática.
Para Eurico, as acções do estadista angolano denotaram clareza, visão de longo prazo, bem como o fortalecimento das instituições africanas como pilares de confiança e segurança.
Sob o lema “Infra-estruturas e Capital Humano, Principais Factores de Desenvolvimento Integral de África” e “Justiça para os Africanos e os Afrodescendentes por meio de Indemnizações”, a presidência de Angola na União Africana encerra a 15 do corrente mês. A liderança de João Lourenço na organização teve como principais bases o reforço da paz e segurança, mobilização de recursos para infra-estruturas e na atracção de investimentos internacionais para a Agenda 2063, com destaque para o projecto do Corredor do Lobito
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