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Presidente da UA critica “incapacidade” da ONU na manutenção da ordem internacional – Correio da Kianda

O Presidente da República de Angola e da União Africana, João Manuel Gonçalves Lourenço, lançou esta sexta-feira, 23, duras críticas à incapacidade das Nações Unidas em exercer plenamente o seu papel na manutenção da paz e da estabilidade internacionais, num contexto marcado pelo recrudescimento dos golpes de Estado e pelo retrocesso das democracias em África.

Ao discursar na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplomático, o Chefe de Estado angolano afirmou que o mundo vive um momento de enfraquecimento preocupante do sistema multilateral, com destaque para a ONU, cuja actuação tem sido limitada por práticas unilaterais de potências mundiais, muitas delas membros permanentes do Conselho de Segurança.

Segundo João Lourenço, as Nações Unidas atravessam um contexto de “autêntica humilhação”, sem capacidade efectiva para impor o respeito pelo Direito Internacional, pela soberania dos Estados e pela integridade territorial dos países, princípios que sustentam a ordem mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O Presidente angolano alertou que este esvaziar intencional das responsabilidades da ONU está a abrir espaço para a desordem internacional, onde a “lei da força” se sobrepõe à “força da lei”, colocando em risco as conquistas alcançadas pela Humanidade ao longo de várias décadas.

João Lourenço sublinhou que esta fragilidade do sistema internacional tem repercussões directas em África, continente particularmente afectado pela instabilidade política, pela proliferação de golpes de Estado e pela contestação de processos eleitorais.

O Chefe de Estado considerou que a consolidação de regimes democráticos e constitucionais é fundamental para retirar legitimidade aos promotores de mudanças inconstitucionais de governo, práticas que classificou como “reprováveis a todos os títulos”.

Defendeu, por isso, o reforço de medidas políticas e diplomáticas de condenação e desencorajamento dos golpes de Estado, face à sua recorrência em vários países africanos e ao impacto negativo na paz, na segurança e no desenvolvimento do continente.

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