PROPRIV enfrenta limitações com fraca profundidade no mercado de capitas, diz analista – Correio da Kianda
O economista José Lumbo, disse hoje, 20, à Rádio Correio da Kianda, que o processo de privatizações tem enfrentado muitas limitações com a fraca profundidade no mercado de capitais, apesar de dar boa nova a este programa do governo. A reacção de José Lumbo, surge numa altura em o governo angolano prevê para este ano, o fim do programa de privatizações.
Para o especialista, estas privatizações foram feitas maioritariamente por necessidade fiscal do que estratégia económica, gizadas sempre com a intenção de dar um certo alívio ao OGE, do que olhar para uma visão mais abrangente e buscar alinhar-se ao sistema de mercado.
“Em termos de impacto o PROPRIV ainda não produziu um efeito transformador, ou seja, efeitos esperados como emprego, diversificação produtiva e sobre a competitividade”, sustentou.
Para o economista, o Executivo angolano deve traçar estratégias exequíveis para a criação de um verdadeiro ambiente de negócio e criar créditos acessíveis.
O Executivo angolano vai contudo, continuar a vender ou ceder alguns activos públicos ao sector privado para que estes possam funcionar e gerar rendimentos.
Nos últimos cinco anos, o Estado privatizou 116 activos e empresas, que correspondem, aproximadamente, a 1,26 bilião de kwanzas contratualizados.
Do total de activos privatizados, 15 processos foram concluídos nos últimos 21 meses, o que corresponde a seis processos entre Janeiro e Setembro de 2025 e nove processos em 2024, com um valor global contratualizado de 369,58 mil milhões de kwanzas.
O Ministério das Finanças, dá nota que do total do valor arrecadado, pelo menos 101,74 mil milhões de kwanzas constituíram transferências ao Estado, sendo que 93,96 mil milhões foram canalizados para a Conta Única do Tesouro (CUT), conforme o Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral do Estado para o exercício económico 2026.
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