Desde a sua implementação nos últimos cinco anos, o Programa de Privatizações, rendeu 757,81 mil milhões de kwanzas. Segundo com informações apuradas, deste montante, 361,44 mil milhões em dinheiro e 396,37 mil milhões em troca de activos.
Do total recebido, de acordo com o Valor Económico, o Estado angolano embolsou directamente apenas 106,55 mil milhões de kwanzas, sendo que o desempenho do Estado só cresce se forem adicionados os 119,04 mil milhões de kwanzas já recebidos por outras entidades.
Falando à Rádio Correio da Kianda, o economista José Lumbo, teceu duras críticas ao modelo de privatizações adoptado pelas autoridades angolanas.
Para o economista, estas privatizações foram feitas maioritariamente por necessidade fiscal do que estratégia económica, gizadas sempre com a intenção de dar um certo alívio ao OGE. Por isso, José Lumbo defende um modelo com uma visão mais abrangente que busque alinhar-se ao sistema de mercado angolano e mundial.
“Em termos de impacto o PROPRIV ainda não produziu um efeito transformador, ou seja, efeitos esperados como emprego, diversificação produtiva e sobre a competitividade”, sublinhou.
Para o economista, o Executivo angolano deve traçar estratégias exequíveis para a criação de um verdadeiro ambiente de negócio e criar créditos acessíveis.
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