Samuel Eto’o foi reeleito este sábado, 29, para mais quatro anos à frente da Federação Camaronesa de Futebol (FECAFOOT), num sufrágio marcado por forte controvérsia fora das urnas.
A antiga estrela dos “Leões Indomáveis”, que lidera a instituição desde 2021, conquistou 85 dos 87 votos possíveis, um resultado que confirma o amplo apoio dos delegados ao seu projeto de continuidade.
Apesar da vitória expressiva, o clima em Yaoundé esteve longe de ser tranquilo. Segundo a imprensa local, diversos jogadores, ex-atletas, presidentes de clubes e outros agentes desportivos saíram às ruas para contestar a realização das eleições e denunciar alegadas irregularidades no processo. Entre as críticas apontadas, destacam-se:
Supostas alterações no estatuto da federação em 2024 para permitir a candidatura de Eto’o; falta de transparência na condução do processo eleitoral e exclusão de candidatos e delegados que, segundo os contestatários, comprometeu a representatividade do pleito.
As manifestações tornaram-se tensas ao longo do dia, obrigando a intervenção da polícia para controlar os ânimos à porta do local de votação. O ambiente, que deveria marcar um momento democrático para o futebol camaronês, acabou transformado num cenário de confronto entre apoiantes e opositores da actual liderança.
Durante o seu primeiro mandato, Samuel Eto’o implementou reformas estruturais e administrativas na FECAFOOT, com destaque para a aposta no futebol de base, a valorização do campeonato nacional e melhorias nas infraestruturas desportivas. A sua reeleição reforça a confiança dos delegados nesta estratégia e cria expectativas de avanços mais sólidos nos próximos anos.
Com mandato renovado até 2029, Eto’o mantém-se como uma das figuras mais influentes do desporto africano, levando consigo um capital de respeito internacional mas também o desafio de unir um setor que, mais uma vez, expôs profundas divisões internas.
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