O futebol inglês voltou a ser abalado por episódios de racismo fora das quatro linhas, após o empate 1–1 entre o Chelsea FC e o Burnley FC, a contar para a 27.ª jornada da Premier League.
Os jogadores Wesley Fofana, do Chelsea, e Hannibal Mejbri, do Burnley, denunciaram ataques racistas recebidos nas redes sociais, partilhando provas das mensagens ofensivas. As publicações geraram ampla indignação e reacenderam o debate sobre a persistência do racismo no futebol europeu, agora com forte incidência no espaço digital.
Em reação, ambos os clubes condenaram publicamente os ataques e reiteraram uma política de tolerância zero à discriminação, assegurando cooperação com as autoridades e plataformas digitais para identificar os autores.
Fofana lamentou a repetição destes casos e questionou a eficácia das campanhas institucionais, defendendo punições mais severas para travar a impunidade. O episódio surge poucos dias após novos casos envolvendo Vinícius Júnior, do Real Madrid CF, reforçando a dimensão recorrente e transversal do problema no futebol europeu.
O caso coloca pressão adicional sobre a UEFA e a FIFA para reforçarem mecanismos de combate ao racismo online, onde o anonimato continua a dificultar a responsabilização dos infratores.
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