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Saúde: ministra diz que Hospital Américo Boa Vida será o mais moderno de África – Correio da Kianda

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, disse nesta sexta-feira que o Hospital Américo Boavida, que está em reconstrução depois de ter sido demolido, será o mais moderno de África.

A ministra que falava à imprensa, no final da visita, referiu que as obras estão a permitir o ampliação da capacidade da infraestrutura para 500 camas, distribuídas em vários serviços.

O Ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, e a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, efectuaram, na manhã desta sexta-feira, 20 de Fevereiro, uma visita de constatação às obras de requalificação, ampliação e construção do novo Hospital Américo Boavida, em Luanda.

A visita enquadra-se na estratégia do Executivo de modernização do Sistema Nacional de Saúde e de reforço das infra-estruturas públicas, tendo contado igualmente com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública e do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, entre outros responsáveis dos dois sectores.

Durante a deslocação, o Director-Geral do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), Fernando Bonito, reiterou à imprensa que a demolição do antigo edifício foi precedida de exames laboratoriais rigorosos e de uma avaliação estrutural exaustiva.

Segundo explicou, “foram realizados ensaios não intrusivos, análises à durabilidade do betão, verificação de fissuras e avaliação do comportamento estrutural do edifício piso a piso, tendo os resultados demonstrado elevados níveis de degradação, sem garantias de segurança para pacientes, profissionais e visitantes”. Acrescentou ainda que o relatório técnico final recomendou a demolição como a solução mais segura e responsável.

O Ministro Carlos Alberto dos Santos sublinhou que a decisão foi “estritamente técnica e sustentada em pareceres especializados”.

“O Governo não tomou esta decisão de ânimo leve. Houve estudos aprofundados conduzidos pelo Laboratório de Engenharia de Angola, que concluíram que a estrutura apresentava comprometimentos graves.

A nossa prioridade é salvaguardar vidas humanas. Não poderíamos avançar com uma reabilitação que não oferecesse garantias absolutas de segurança”, afirmou.

O governante reforçou que a construção do novo hospital obedece a padrões modernos de engenharia e segurança. “Estamos a erguer uma infra-estrutura preparada para responder às exigências actuais e futuras. Trata-se de um investimento estruturante, com fiscalização rigorosa e cumprimento de um cronograma físico bem definido.”

Por sua vez, a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, destacou que o novo Hospital Américo Boavida será uma unidade de referência nacional de III Nível, preparada para responder a casos de elevada complexidade clínica.

“Este hospital está a ser concebido para ser uma das mais modernas infra-estruturas sanitárias do continente africano. Teremos serviços diferenciados, tecnologia de ponta, áreas dedicadas às doenças infectocontagiosas, unidades de cuidados intensivos médicos, cirúrgicos e pediátricos, bem como serviços avançados de imagiologia, medicina nuclear e tratamento oncológico”, referiu.

A governante acrescentou que, apesar da demolição da antiga estrutura, será preservada a memória arquitectónica do edifício. “A fachada será replicada, mantendo o simbolismo histórico do hospital, mas garantindo condições reforçadas de segurança, funcionalidade e humanização dos serviços.”

Sílvia Lutucuta adiantou ainda que a obra apresenta uma taxa de execução na ordem dos 41 por cento e que a previsão mais realista aponta para a entrada em funcionamento no primeiro semestre de 2027.

Concluída a empreitada, o hospital passará a contar com 500 camas, distribuídas pelo edifício principal, bloco de doenças infecciosas, centro de formação permanente, edifício de alojamento para equipas médicas e uma morgue moderna com 66 gavetas, além de blocos clínicos que integrarão serviços de cirurgia, medicina, laboratório, urgências, consultas externas e cuidados intensivos.

Paralelamente, decorre um programa nacional de especialização de profissionais de saúde, com a meta de formar 38 mil quadros até 2028, estando já em curso a preparação de equipas que irão assegurar o funcionamento da nova unidade hospitalar.

A visita ministerial reafirmou o compromisso do Executivo com a modernização do sector da Saúde, com base em critérios técnicos, planeamento estruturado e foco na segurança e qualidade do atendimento à população.

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