O sociólogo Agostinho Paulo, disse hoje, 11, à Rádio Correio da Kianda, que ser fundamental alerta as autoridades sobre aquilo a que chamou de novas formas de corrupção, que se limitam sobretudo em troca de favores por valores monetários.
Esta reacção surge numa altura em que Angola se mantém na 120.ª posição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado pela Transparência Internacional, repetindo o mesmo lugar alcançado em 2024, com uma pontuação de 32 pontos, numa lista que avaliou 183 países e territórios.
Para Agostinho Paulo, apesar de reconhecer avanços no combate desde o início da governação do Presidente João Lourenço, em 2017, a selectividade conjugado com sentimento de impunidade para alguns, tem sido a grande causa do aumento de casos.
“A selectividade compromete os esforços do combate à corrupção, portanto, devemos redefinir o modelo de combater este mal”, sublinhou.
O especialista defende uma reflexão profunda sobre o estado do país neste capítulo, e insta os servidores públicos a pautarem por uma postura com sentido de estado com vista a salvaguardar o interesse da nação.
Segundo o relatório, “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.
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