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Sobrevivente acusa motoristas de condução sob efeito de álcool e excesso de lotação em acidente que matou 11 pessoas – Correio da Kianda

Uma das sobreviventes do acidente de viação que provocou 11 mortos e 51 feridos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira, 4, no município do Waku-Kungo, província do Cuanza-Sul, denunciou que o sinistro terá sido causado por condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e sobrelotação do autocarro.

Aurélia Gombo, passageira do autocarro da empresa PVJ, afirmou que a viatura era conduzida por dois motoristas, ambos alegadamente sob efeito de bebidas alcoólicas, e que os passageiros chegaram a alertar para a condução perigosa durante a viagem.

Segundo o seu testemunho esta noite à TV Zimbo, a deslocação teve início no Luena (Moxico), com passagem pelo Cuito, no Bié, seguindo em direcção a Luanda. Já no percurso pelo Cuanza-Sul, um dos motoristas terá entregue o volante ao outro por não reunir condições para continuar a condução.

“O primeiro motorista estava a beber. Entregou o volante ao outro, mas mesmo assim a velocidade era muito alta. Pedíamos para reduzir, mas não queria”, relatou.

Aurélia Gombo explicou que o autocarro chegou a perder o controlo por várias vezes, antes de se despistar definitivamente e embater contra árvores.

“O carro quase capotou duas vezes. Na terceira vez foi quando bateu nas árvores. Foi aí que morreram as pessoas”, acrescentou.

A sobrevivente denunciou ainda que o autocarro seguia com excesso de passageiros, muitos deles sentados no corredor e junto à porta, situação que, no seu entender, contribuiu para o elevado número de feridos.

“O carro estava muito cheio. Havia pessoas sentadas no corredor e na porta. Acho que isso também contribuiu para os ferimentos”, disse.

Entretanto, a Polícia Nacional no Cuanza-Sul confirmou que as primeiras informações apontam o excesso de velocidade como uma das principais causas do acidente. A corporação informou ainda que o motorista perdeu a vida no local, elevando o número de vítimas mortais.

As autoridades referem que continuam as investigações para apurar todas as circunstâncias do sinistro, incluindo o estado psicotécnico dos motoristas e as condições mecânicas da viatura.

Por sua vez, as autoridades sanitárias locais informaram que, entre os 51 feridos, alguns inspiram cuidados médicos, enquanto outros apresentam evolução clínica favorável e recuperam de forma satisfatória nas unidades hospitalares do município.

Internada no Hospital Geral do Waku-Kungo, Aurélia Gombo afirmou encontrar-se fora de perigo, embora ainda sinta dores no pescoço, ombro e braço direito. A sobrevivente confirmou também que os seus familiares, residentes no Luena, já foram informados sobre o ocorrido.

O acidente volta a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária, o controlo do transporte interprovincial de passageiros, bem como o combate ao consumo de álcool ao volante, apontados como factores recorrentes em tragédias nas estradas angolanas.

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