Mais de 6 milhões de pessoas na Somália enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar, de acordo com alerta, nesta terça-feira, de especialistas apoiados pela ONU.
O país do Chifre da África tem sido assolado por conflitos, além de sofrer duas temporadas de chuvas consecutivas sem sucesso, e uma queda na quantidade de ajuda alimentar disponível em meio a cortes no financiamento internacional, de acordo com o africanews.
A população classificada como estando em situação de “crise ou pior” “quase dobrou entre Fevereiro e Março de 2026, atingindo o número impressionante de 6,5 milhões de pessoas desde o início de 2025”, de acordo com a Iniciativa Integrada de Classificação das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), um grupo apoiado pela ONU que monitora a fome e a desnutrição.
Isso inclui mais de dois milhões de pessoas que agora se encontram na Fase 4, a categoria de “emergência”, um passo antes do nível “catastrófico”, equivalente à fome, segundo um relatório do IPC.
O IPC afirmou que, em 2026, estima-se que 1,84 milhão de crianças menores de cinco anos corram o risco de sofrer de desnutrição aguda, incluindo 483 mil casos graves que exigem tratamento urgente.
“Essa deterioração alarmante é impulsionada pelo agravamento da seca, pelo aumento dos preços dos alimentos e pela insegurança no centro, sul e em partes do norte da Somália”, acrescentou o relatório.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU alertou na sexta-feira que terá de interromper a assistência humanitária na Somália até Abril, caso não receba novos fundos.
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