À saída da sala de audiências do Distrito Sul de Nova Iorque, nos Estados Unidos, o antigo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse em castelhano que é “um prisioneiro de guerra”.
Durante a sessão, presidida pelo juiz Alvin Hellerstein, que durou pouco mais de 30 minutos, o líder venezuelano afirmou ser inocente de associação para o narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes relacionados a armas, bem como a sua esposa, Cilia Flores.
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse Maduro, ao ser questionado após conhecer as acusações de que é alvo.
Maduro, que denunciou, igualmente, ter sido sequestrado da sua residência em Caracas vincou: “ainda sou presidente do meu país”.
Por sua vez, Barry Pollack, advogado de Nicolás Maduro, disse ao juiz, de acordo com a CNN, que “existem questões quanto à legalidade da sua captura militar”.
Pollack anunciou que não irá pedir libertação sob fiança “neste momento”, mas que poderá fazê-lo mais tarde.
Amplamente reconhecido como um dos principais advogados de defesa criminal nos EUA, com mais de 30 anos de experiência, Barry Pollack já representou indivíduos, executivos de alto nível e organizações em casos sensíveis e mediáticos. Dentre eles, está a defesa do fundador do site Wkileaks, Julian Assange.
Por outro lado, o advogado de Cilia Flores, Mark Donnelly, afirmou durante a sessão que a sua cliente sofreu “lesões graves” aquando da captura.
“Os repórteres norte-americanos que acompanharam a sessão, a mulher de Maduro apresentou-se com um penso junto à têmpora esquerda e um aparente hematoma perto do olho direito, citou a RTP.
A próxima sessão de julgamento do ex-casal presidencial venezuelano está marcada para 17 de Março.
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