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Tensão no Médio Oriente pode forçar bloqueio da principal rota marítima de transporte de petróleo – Correio da Kianda

A tensão no Médio Oriente voltou a intensificar-se depois de uma nova troca de ataques entre Irão e Israel, na sequência de uma operação militar atribuída aos Estados Unidos. As autoridades iranianas anunciaram ter realizado ataques “cirúrgicos” contra posições israelitas, elevando o receio de um alargamento do conflito na região.

O professor José Kobori, especialista em geopolítica, considera que a ofensiva norte-americana não foi uma reacção improvisada, mas sim uma acção previamente planeada no quadro da estratégia regional de Washington. Segundo o investigador, os EUA planearam intervenção em sete Estados sendo uns em África e outros no oriente médio.

Por sua vez, o Major-General Carlos Branco alerta para possíveis impactos económicos globais. O analista militar admite que um dos cenários mais sensíveis seria o bloqueio do Estreito de Ormuz principal rota marítima de transporte de petróleo no Golfo, o que poderia comprometer a circulação de navios petroleiros e pressionar o preço do barril nos mercados internacionais.

Entretanto, o Governo português, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu às referências ao eventual uso da Base das Lajes, nos Açores. O governante sublinha que qualquer utilização da infra-estrutura militar está enquadrada num acordo bilateral antigo entre Portugal e os Estados Unidos, afastando decisões extraordinárias fora desse quadro jurídico.

O Irão considera Portugal cúmplice dos EUA. O embaixador do Irão em Portugal lamentou o facto de Portugal estar a apoiar os Estados Unidos. Em entrevista à SIC, o embaixador sugere ainda que, ao ceder a base das Lajes à Força Aérea norte-americana, Portugal está também a integrar aquilo que classifica como uma agressão.

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