O treinador senegalês Aliou Cissé, de 49 anos, enfrenta sérios problemas financeiros à frente da seleção da Líbia, após não receber salários há oito meses. A situação é agravada pelo facto de a Federação Líbia de Futebol só ter conseguido pagar os primeiros seis meses através de apoios gerais, deixando o treinador à beira de uma ruptura contratual.
Cissé, que assinou contrato de dois anos em março de 2025 com o combinado líbio com opção de extensão até a CAN 2027, ameaçou deixar o cargo caso a situação não seja regularizada. O salário mensal do técnico é estimado em 49,8 milhões de francos CFA (cerca de 81 milhões de Kz), tornando-o o segundo treinador mais bem pago de África, atrás apenas de Vladimir Petkovic, da Argélia.
A demora nos pagamentos tem impacto direto no projecto desportivo da Líbia. Conhecido por seu rigor e disciplina, Cissé já conduziu o Senegal à final da CAN 2019 e à conquista do título em 2022. Agora, os adeptos líbios esperam que o treinador consiga repetir o sucesso, mas o impasse financeiro ameaça comprometer o início do trabalho e o desempenho da equipa.
Enquanto a federação procura soluções para quitar os salários em atraso, o futuro de Cissé no país permanece incerto, levantando questões sobre a gestão financeira do futebol líbio e a capacidade da entidade em honrar compromissos com profissionais de topo.
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