Top Header Ad

Trump anuncia aumento da produção e venda de petróleo venezuelano – Correio da Kianda

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado, 3, que Washington vai assumir um papel activo na reorganização política e económica da Venezuela, após a detenção do Presidente Nicolás Maduro, rejeitando que a operação norte-americana possa comprometer as relações com potências como China e Rússia.

Questionado sobre a insatisfação desses países devido aos seus interesses estratégicos e energéticos na Venezuela, Trump garantiu que os Estados Unidos continuarão a explorar e a comercializar petróleo venezuelano, sublinhando que o país sul-americano tem capacidade para produzir muito mais do que vinha produzindo. Segundo o líder norte-americano, a deterioração das infra-estruturas foi um dos factores que limitou a produção nos últimos anos.

“O povo venezuelano terá paz, segurança e justiça, além das riquezas que lhe foram retiradas durante muito tempo”, declarou Trump, acrescentando que a Venezuela pode voltar a ser um “grande país”, tal como era há duas décadas, antes da crise política e económica.

O Presidente norte-americano assegurou ainda que os EUA não pretendem retirar-se do país após a saída de Maduro, defendendo uma transição “bem gerida”, com investimentos de grandes empresas internacionais e aplicação de capitais no território venezuelano, com o objectivo de relançar a economia e garantir estabilidade institucional.

Trump afirmou também que os cidadãos norte-americanos que permanecem na Venezuela estão “bem protegidos”, advertindo que qualquer ataque contra interesses dos EUA terá resposta firme.

Reacções internacionais

As declarações de Trump surgem num contexto de forte contestação internacional. A China condenou a intervenção militar dos EUA, considerando-a uma violação grave da soberania venezuelana e dos princípios da Carta das Nações Unidas. Pequim alertou que o uso da força pode agravar a instabilidade na América Latina e comprometer a paz regional.

A Rússia reagiu com igual severidade, classificando a operação como um acto de agressão e ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano. Moscovo exigiu esclarecimentos imediatos sobre a detenção de Maduro e defendeu que qualquer solução para a crise venezuelana deve passar pelo diálogo e não pela intervenção militar.

Face à escalada de tensões, Rússia e China solicitaram uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, marcada para os próximos dias, com o objectivo de debater a situação na Venezuela e as implicações da ação norte-americana para a ordem internacional.

Crédito: Link de origem

Leave A Reply

Your email address will not be published.