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Uganda corta internet e mobiliza tropas a um dia das eleições – Correio da Kianda

A um dia das eleições gerais, as autoridades ugandesas anunciaram o corte do acesso à internet por tempo indeterminado, uma decisão que, associada à mobilização de tropas em várias zonas da capital Kampala, levanta preocupações quanto à transparência do processo eleitoral e ao respeito pelas liberdades civis.

A medida foi comunicada através de uma carta da Comissão de Comunicações do Uganda aos fornecedores de serviços de telecomunicações, na qual o regulador justifica o bloqueio como uma forma de conter a disseminação de desinformação, prevenir alegadas fraudes eleitorais e evitar o incitamento à violência nas plataformas digitais.

Apesar desta justificação, o governo ugandês não emitiu um comunicado oficial sobre o corte da internet, contradizendo declarações anteriores nas quais havia garantido que o acesso à rede seria mantido durante o período eleitoral.

Paralelamente, agências de notícias reportaram a movimentação de tropas em diferentes pontos da capital. O porta-voz militar, Chris Magezi, confirmou a mobilização, afirmando que se trata de uma acção preventiva destinada a dissuadir eventuais actos de violência. O responsável rejeitou críticas de que a presença militar possa comprometer o ambiente democrático, assegurando que “não há motivo para alarme”.

Observadores e analistas alertam, contudo, que o corte das comunicações digitais e a forte presença das forças de segurança em períodos eleitorais tendem a limitar o acesso à informação, dificultar o trabalho da imprensa e da sociedade civil, além de reduzir a capacidade de fiscalização do processo de votação.

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