A União Africana intensifica os preparativos para a entrada em funcionamento do Instituto Monetário Africano (IMA), prevista para 2026, numa etapa considerada determinante para a consolidação da União Monetária Africana e para a criação do futuro Banco Central Africano.
O tema esteve em análise na sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, na Cidade da União Africana, em Addis Abeba, durante um encontro entre o Presidente da República Democrática do Congo, o Governador do Banco dos Estados Centro-Africanos e Presidente em exercício da Associação dos Bancos Centrais Africanos (ABCA), Sr. Yvon Sana Bangui, o Administrador do Grupo Africano III do Fundo Monetário Internacional (FMI), Sr. O. N’sonde, e o Professor Jephte Sumbu, recém-nomeado Primeiro Administrador Adjunto do FMI.
O projecto de criação do Instituto Monetário Africano, apontado como peça central da arquitectura financeira continental, dominou as conversações, com destaque na definição dos próximos passos para a sua operacionalização, segundo uma nota da Presidência da RDC.
De acordo com o projecto de proposta de estrutura da União Africana, consultado pelo Correio da Kianda, o IMA será uma agência especializada e independente, encarregue de assegurar os preparativos técnicos, estatísticos, institucionais e jurídicos necessários ao estabelecimento do Banco Central Africano (BCA).
Entre as suas atribuições constam a revisão dos critérios de convergência macroeconómica, a harmonização das políticas monetárias e cambiais, a supervisão multilateral dos Estados-membros e a preparação das condições para a introdução da moeda africana única. O Instituto deverá igualmente formular um quadro continental de supervisão bancária, promover a harmonização dos sistemas de pagamentos e definir as bases para a gestão de reservas estrangeiras.
Durante a reunião, foi destacado ainda a importância do reforço do intercâmbio técnico com o Fundo Monetário Internacional, no âmbito das consultas regulares com os governos africanos, como forma de assegurar credibilidade e alinhamento macroeconómico ao processo de integração monetária.
A entrada em funcionamento do IMA é vista como um marco estratégico para acelerar a implementação da Agenda 2063 e aproximar o continente da meta histórica de criação da União Monetária Africana. O processo mantém-se em fase preparatória, dependente da consolidação dos instrumentos jurídicos e institucionais necessários à sua formalização.
Crédito: Link de origem
