A presidente da Comissão Eutopeia, Ursula Von der Leyen, prometeu hoje, em Davos, resposta firme às ameaças que o líder dos Estados Unidos da América tem vindo a fazer contra o velho continente, por se oporem à compra do território da Gronelândia.
Úrsula Von der Leyen, que falava à margem do Fórum Económico Mundial que decorre esta semana em Davos, na Suíça, afirmou que as repetidas ameaças de Trump sobre a Gronelândia vão merecer resposta firme dos países que compoem o bloco econômicos.
Na quinta-feira, segundo a RFI, está prevista uma cimeira extraordinária da UE a ser organizada em Bruxelas, com vista a traçar plano de resposta às referidas ameaças.
“Mergulhar numa espiral descendente só beneficiaria os adversários que estamos ambos determinados a manter fora. A nossa resposta será, portanto, firme, unida e proporcional”, disse Ursula von der Leyen no seu discurso nesta terça-feira na tribuna do Fórum Económico Mundial, referindo-se às ameaças proferidas há dias por Donald Trump sobre aumento das taxas alfandegárias a partir do dia 1 de Fevereiro aos países que se opoem ao seu projecto de tomar o controlo da Gronelândia.
Segundo a Rádio France Internattionalle, a França, a Finlândia ou ainda a Noruega, para além da Dinamarca que tutela o território Árctico da Groelándia, são alguns dos países alvo da ira de Trump que ainda ontem, em entrevista a um jornal da Florida, se declarou convicto de que os europeus “não iriam resistir muito”.
Após um encontro a nível ministerial ontem em Bruxelas, os líderes dos 27 países que compoem a União Europeia pretendiam demostrar uma frente unida perante Trump, mas mostraram-se prudentes quanto às possibilidades que estão a encarar.
“Há um Conselho Europeu quinta-feira. Não vou antecipar as decisões que o Conselho Europeu tomará ao nível dos primeiros-ministros e chefes de governo. Mas tem que ser uma resposta unida e uma resposta bastante forte, porque há linhas que não se ultrapassam e a soberania dos Estados é uma dessas”, começou nomeadamente por dizer o titular do pelouro das finanças de Portugal, Joaquim Sarmento.
“Não vamos antecipar soluções agora. Não é possível aceitar que, ainda para mais um país que é aliado da Europa na NATO, um país que com a Europa tem tido, tem as maiores relações comerciais a nível mundial, possa pôr em causa a soberania de uma parte de um Estado-Membro”, acrescentou o governante português.
Em cima da mesa está nomeadamente a possibilidade de se reactivarem as medidas de retaliação previstas numa lista que inclui 93 mil milhões de Euros de mercadorias americanas, um pacote de sanções que tinha sido encarado pela UE e em seguida abandonado no verão passado, depois de um acordo comercial com Washington.
Outra hipótese, de acordo com a emissora francesa que temos vindo a citar, é a activação do instrumento anti-coercivo da UE, considerado como uma “bazuka”, que permite designadamente limitar as importações provenientes de um país ou o seu acesso a certos contratos públicos e bloquear certos investimentos. Esta solução é preconizada designadamente pelo Presidente francês que tem denunciado com veemência “o novo colonialismo e o novo imperialismo” nas relações internacionais.
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