Cento e trinta e duas mulheres são agredidas todos os meses em Luanda. Entre Janeiro e Junho deste ano, 233 mulheres foram vítimas de violência doméstica, resultando em mais de 90 mortes, segundo dados da Polícia Nacional (PN).
Os números surgem poucos dias depois da celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a 25 de Novembro, e revelam que a população jovem feminina permanece a mais exposta aos diferentes tipos de agressão, apesar das campanhas de sensibilização promovidas por organizações civis e instituições públicas.
A maioria das vítimas são adolescentes e jovens adultas de zonas periurbanas, onde a vulnerabilidade económica e social agrava os riscos. A definição de violência baseada no género, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), inclui agressões físicas, psicológicas, sexuais, bem como intimidação, controlo e privação de liberdade.
Luanda está administrativamente dividida em 16 municípios. Entre eles, Viana lidera os registos, com 412 casos no primeiro semestre de 2025, segundo o Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género.
O município ocupa esta posição desde 2016, quando a Direcção da Família e Promoção da Mulher registou 1.770 casos de violência contra a mulher, dos quais 76 foram encaminhados ao tribunal.
Informações obtidas pelo Jornal Metropolitano de Luanda revelam que Capalanga, Km-30, Regedoria e Boa-Fé são os bairros mais críticos.
De acordo com o Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género, foram registados, no primeiro semestre, 83 casos de agressões físicas e 21 casos de violência sexual, resultando em detenções.
Enquanto isso, os números continuam a aumentar e as mais de 90 vidas perdidas em apenas seis meses reforçam a urgência de respostas firmes para travar a violência baseada no género em Luanda.
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