“ZEE impulsiona Angola para linha de frente da transformação económica sustentável em África” – Correio da Kianda
A 1ª Cimeira de Investimento Sustentável de África (ASIS) arrancou ontem em Luanda, reunindo líderes, investidores e especialistas para debater o caminho da industrialização sustentável do continente.
Na sessão de abertura, o Presidente do Conselho de Administração da ZEE EP, Manuel Francisco Pedro, defendeu a necessidade de se reconhecer os recursos do continente africano.
“O nosso desafio é olhar para dentro, reconhecer os recursos que África possui e colocá-los ao serviço da transformação económica e social do continente”, referiu.
Manuel Francisco Pedro afirmou ainda que se necessita de uma visão que evidencia o papel estratégico da ZEE EP na dinamização do investimento, no aumento da capacidade produtiva e na criação de soluções que valorizem o potencial africano.
Manuel Francisco Pedro, reforçou a importância do continente apostar na utilização eficiente dos seus próprios recursos. Citando dados recentes da Africa Finance Corporation, o dirigente destacou que África dispõe de instrumentos internos suficientes para financiar parte significativa do seu desenvolvimento, sem depender exclusivamente de mercados internacionais.
“O nosso desafio é olhar para dentro, reconhecer os recursos que África possui e colocá-los ao serviço da transformação económica e social do continente”, afirmou.
Augusta Fortes destacou que a realização simultânea da ASIS e da 10ª Reunião Anual da Organização das Zonas Económicas Especiais, representa muito mais do que uma coincidência de agendas, frisou que ambos os eventos materializam uma visão comum de reforço da cooperação regional e de promoção de parcerias transformadoras, fundamentais para o desenvolvimento sustentável de África.
A Secretária de Estado, Augusta Fortes, sublinhou que o continente atravessa um momento decisivo de redefinição económica global, no qual África reafirma o seu papel como um novo eixo de crescimento, inovação e sustentabilidade.
Nesse processo, as Zonas Económicas Especiais assumem um papel central como plataformas de transformação industrial, onde convergem políticas públicas, investimento privado e inovação tecnológica.
“Actualmente, as Zonas Económicas Especiais são motores estratégicos de criação de valor, geração de emprego qualificado e fortalecimento da capacidade produtiva”, afirmou.
A ASIS termina esta sexta/feira, em Luanda, lado a lado com a 10.ª Reunião Anual da AEZO, fazendo de Luanda o epicentro das decisões estratégicas para o desenvolvimento sustentável de África.
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