Top Header Ad

Zona de Comércio Livre Africana vai criar um mercado de USD 3,4 triliões, reforça João Lourenço – Correio da Kianda

Durante o seu discurso na Cimeira do G20, que decorre em Johanesburgo, África do Sul, o Presidente da República de Angola, na qualidade de Presidente em exercício da União Africana, reforçou o impacto para o continente da criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

“Estamos a concretizar a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), uma contribuição de África para a economia global, o que permitirá gerar um crescimento resiliente e inclusivo, criando um mercado de USD 3,4 triliões e proporcionando a diversificação vital necessária para a estabilização das cadeias de abastecimento globais”, reafirmou.

Apelou, igualmente aos participantes no G20 a “encararem esta iniciativa não apenas como um projecto africano, mas como uma contribuição essencial para a estabilidade do comércio mundial“.

Enquanto a África implementa estas estratégias continentais, assegurou, “mantemo-nos firmemente comprometidos com o multilateralismo e reiteramos o nosso veemente apelo à implementação das reformas da Arquitectura Financeira Internacional, reafirmando o nosso pleno apoio ao reforço do sistema global de comércio baseado em regras, nomeadamente através dos processos de reforma em curso na Organização Mundial do Comércio”.

Para João Lourenço, “África encontra-se no centro dos esforços geopolíticos, económicos e sociais e a sua integração no G20 colocou o continente numa posição de destaque no âmbito do multilateralismo“.

A África do Sul assumiu a presidência do G20 de 1º de Dezembro de 2024 a Novembro de 2025, aproximadamente cinco anos antes do prazo da Agenda 2030 das Nações Unidas. Para o líder da União Africana, isto impõe a necessidade de fortalecer o diálogo a nível internacional.

“As actuais dinámicas económicas e sociais globais, bem como a necessidade da implementação tanto da Agenda 2063 da União Africana como da Agenda 2030 das Nações Unidas, impõem o fortalecimento do diálogo sobre o Crescimento Económico Inclusivo e Sustentável no âmbito dos quadros globais existentes”, disse João Lourenço.

G20 na África do Sul 

Mais de 40 países e instituições estão representados na reunião em Johanesburgo – a primeira do grupo no continente africano – que arrancou este sábado, 22, e vai até amanhã. mas os EUA, sob a presidência de Donald Trump – que condenou a posição da África do Sul como anfitriã – estarão visivelmente ausentes.

Os Estados Unidos como membro fundador do grupo, é o próximo na linha de sucessão para assumir a presidência rotativa de Pretória, que entretanto, não se faz representar no mais alto nível no encontro.

Entretanto, entre os presentes encontram-se o primeiro-ministro chinês Li Qiang, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese.

G20

Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos, são os dezanove países que compõem o G20, além de dois órgãos regionais: a União Europeia e a União Africana.

Juntos, representam 85% do Produto Interno Bruto global, mais de 75% do comércio internacional e cerca de dois terços da população mundial.

A Presidência do G20 é rotativa, ocorrendo anualmente entre os membros. Segundo informações do site oficial, é responsável por articular a agenda do grupo em consulta com os demais membros e em resposta aos desenvolvimentos da economia global.

Crédito: Link de origem

Leave A Reply

Your email address will not be published.