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Especialista defende transição geracional como saída para crise interna da FNLA – Correio da Kianda

O politólogo Agostinho Sicato considera que o ambiente político vivido internamente reflecte um momento de desgaste estrutural. Na sua análise, quando a geração mais antiga já não consegue assegurar a dinâmica organizativa, trata-se de um sinal claro de que a juventude deve assumir maiores responsabilidades na condução do partido, cabendo aos mais velhos um papel de referência histórica e institucional.

Segundo o académico, a manutenção do atual cenário pode comprometer ainda mais o posicionamento político da FNLA, formação que detém uma dimensão histórica relevante no panorama partidário angolano. Para Sicato, apesar da complexidade que caracteriza o partido desde a sua identidade ideológica até ao seu formato organizacional é fundamental que a liderança liderada por Nimi a Simbi se adapte ao contexto político contemporâneo, sob risco de a FNLA perder espaço no xadrez político nacional.

O especialista sustenta que a renovação da liderança é essencial para preservar a herança do partido, que classifica como património político nacional. Num ano pré-eleitoral, alerta, a falta de organização interna pode impedir a FNLA de competir em condições de igualdade com outras forças políticas.

Agostinho Sicato recorda que, nos últimos ciclos eleitorais, o partido foi progressivamente ultrapassado por formações surgidas em diferentes períodos, o que, na sua perspetiva, demonstra a necessidade de um trabalho de reestruturação profunda, processo que exige tempo e compromisso interno.

O analista defende ainda que qualquer dirigente que esteja a contribuir para a obstrução do funcionamento da organização deve ser responsabilizado com base nas normas internas do partido, como forma de garantir disciplina e coesão institucional.

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