A especialista em educação inclusiva Albertina Chiuca defende a necessidade urgente de reforçar a inclusão no sistema de ensino, aliada a uma formação mais sólida dos docentes para lidar com crianças com necessidades educativas especiais.
Segundo a educadora, embora muitas escolas se apresentem como inclusivas, na prática ainda existem lacunas significativas na forma como os alunos atípicos são acompanhados, limitando-se muitas vezes à sua integração formal, sem garantir condições reais de aprendizagem.
Albertina Chiuca sublinha que a falta de preparação adequada por parte de alguns professores compromete o processo educativo, defendendo que os profissionais devem possuir conhecimentos básicos sobre diferentes condições, como autismo, TDAH, dislexia e Síndrome de Down.
A especialista alerta que a ausência de formação contínua e de ferramentas pedagógicas apropriadas pode resultar em dificuldades na gestão da sala de aula e no acompanhamento individualizado dos alunos.
Para além da capacitação dos docentes, a educadora destaca a importância de criar melhores condições nas escolas, com turmas menos numerosas e maior apoio técnico, de forma a garantir um ambiente mais inclusivo e funcional.
Apesar dos desafios, reforça que o papel do professor deve ser orientado por princípios de empatia, cuidado e respeito, defendendo uma educação que valorize a diversidade e promova o desenvolvimento integral de todas as crianças.
A docente apela ainda a uma maior colaboração entre escolas e famílias, como forma de assegurar um acompanhamento mais eficaz e ajustado à realidade de cada aluno.
Por: Khayuna Martin/Joaquim Mussungo
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