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Ministros admitem desafios e prometem melhorar acesso aos destinos turísticos – Correio da Kianda

Os ministros dos Transportes e das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação reconheceram, esta sexta-feira, 27, em Luanda, que Angola ainda enfrenta sérios desafios no acesso a vários destinos turísticos, sobretudo no interior do país, e garantiram que estão em curso investimentos para inverter o quadro.

As declarações foram feitas durante a 21.ª edição do Café CIPRA, realizada no Centro de Imprensa da Presidência da República, sob o tema “Promoção do turismo em Angola: desafios e oportunidades”.

Ao intervir no painel, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, destacou que o desenvolvimento do turismo depende directamente de dois factores essenciais, acessibilidade e conectividade. “Sem acessibilidade não há turismo, sem conectividade também não há turismo”, afirmou, sublinhando o papel determinante das infraestruturas, com destaque para as estradas.

O governante reconheceu que ainda existem limitações significativas em várias regiões do país, o que condiciona o pleno aproveitamento do potencial turístico nacional.

Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, reforçou que o Executivo tem vindo a investir na melhoria das infraestruturas de suporte ao turismo, incluindo portos, aeroportos, caminhos-de-ferro e rede rodoviária.

Apesar dos avanços, admitiu que o interior do país continua a enfrentar dificuldades de acesso. “O litoral está praticamente servido, mas no interior ainda há muito trabalho a ser feito”, reconheceu, avançando que estão em curso projectos como a construção de cerca de 850 quilómetros de estradas nas províncias do Cubango, Cuando e Moxico Leste, com vista a melhorar o acesso à bacia do Okavango e a outras zonas com potencial turístico.

No mesmo encontro, o ministro do Turismo, Márcio Daniel, destacou que Angola está a apostar na realização de grandes eventos internacionais para dinamizar o sector, apontando a entrada do país no circuito mundial de corridas de barcos elétricos como um dos principais exemplos.

Segundo o governante, a realização do campeonato UIM E1 World Championship em Angola não terá impacto financeiro directo para o Estado. “Tem custo zero para os cofres do Estado. São eventos que se pagam a si mesmos”, assegurou, explicando que a iniciativa é suportada por patrocinadores.

Angola deverá acolher, em setembro deste ano, uma das etapas da competição, no âmbito de um contrato de três anos que integra o país no circuito internacional da modalidade, com provas previstas para Luanda ou outra região.

Márcio Daniel sublinhou que a iniciativa já está a atrair o interesse de investidores e parceiros internacionais, destacando a recente visita do ator norte-americano Will Smith, proprietário da equipa Westbrook Racing E1, que esteve no país para promover a marca Visit Angola  Rhythm of Life.

De acordo com o ministro, a presença de figuras internacionais e a realização de eventos desta dimensão representam uma oportunidade estratégica para promover o destino Angola, gerar empregos temporários e dinamizar sectores como a hotelaria e os serviços.

“Isso é verdadeiramente um investimento. O que nós ganhamos em trazer para Angola esse tipo de eventos é muito”, afirmou.

O governante acrescentou que o foco do Executivo passa por atrair parceiros e consolidar iniciativas sustentáveis que contribuam para posicionar Angola como destino turístico competitivo à escala internacional.

Apesar da aposta em grandes eventos, os governantes reconheceram que o desenvolvimento sustentável do turismo em Angola continua dependente da melhoria das condições de acesso, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

A intervenção dos três ministros converge na necessidade de acelerar os investimentos em infraestruturas e transportes, ao mesmo tempo que se aposta em iniciativas de promoção internacional, como forma de potenciar o sector turístico nacional.

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