Guerra de Trump no Médio Oriente pode comprometer sua reeleição presidencial, dizem analistas – Correio da Kianda
Os Estados Unidos encontram-se numa fase considerada delicada no plano político e militar, com crescente pressão interna sobre o Presidente Donald Trump, tanto por parte de aliados internacionais como da opinião pública norte-americana, devido ao prolongamento do conflito no Médio Oriente.
Segundo o analista político Tiago Aragão, a falta de habilidade política na condução da crise pode comprometer o desempenho eleitoral de Trump nas eleições presidenciais deste ano, sobretudo se o conflito continuar a gerar custos elevados e instabilidade internacional.
Especialistas em política externa norte-americana têm alertado que guerras prolongadas tendem a afectar a popularidade presidencial, como ocorreu durante a Guerra do Vietname e a Guerra do Iraque.
Do lado israelita, começa também a ganhar força a tese de que a operação militar pode ter sido baseada em avaliações de inteligência demasiado optimistas, levantando suspeitas sobre o papel da Mossad, o serviço secreto de Israel.
Alguns analistas consideram que o Presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, podem ter sido levados a acreditar que a guerra seria curta, cenário que não se confirmou.
O professor de Relações Internacionais Dany Zaheredini sustenta que erros de avaliação estratégica ou falhas de informação podem ter contribuído para o prolongamento do conflito, tornando-o mais caro e politicamente arriscado do que o esperado.
Estudos sobre conflitos armados mostram que estimativas iniciais subavaliadas são frequentes em guerras modernas, como ocorreu no Afeganistão e no Iraque, onde operações previstas para meses duraram anos.
Fontes académicas em estudos de segurança internacional indicam que divergências entre líderes políticos e serviços de inteligência não são incomuns, sobretudo quando decisões militares são tomadas sob forte pressão geopolítica.
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